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Como ajudar quem exagera?

Todo mundo conhece alguém que tem problemas com álcool ou outras drogas. Como agir nesta situação?

DROGAS E ÁLCOOL

 

Como agir nesta situação? Confira as respostas das dúvidas mais frequentes:

 

1. Quando o uso de álcool ou drogas é exagerado?

 

Não há um nível seguro ou recomendável de uso de substâncias químicas. Mesmo drogas permitidas como álcool e cigarro causam dependência e prejuízos à saúde.

Quando o consumo começa a interferir nas relações sociais e familiares, no desempenho escolar ou profissional, até na situação econômica, é certo que o padrão de uso já ultrapassou os limites.

 

2. Por que as pessoas se tornam dependentes de drogas?

 

É bom saber que a dependência química é uma doença e não tem nada a ver com caráter ou idoneidade das pessoas. Qualquer um pode se tornar dependente químico, basta que a pessoa tenha pré-disposição biológica, condição psicológica vulnerpavel e seja influenciado pelo seu meio social.

A falsa sensação de bem-estar proporcionada pelas drogas diminui a intensidade com o passar do tempo, fazendo com que a pessoa passe a usar cada vez mais ou parta para outra substância mais potente.

 

3. Como falar sobre tratamento?

 

Fale abertamente sobre o assunto, não julgue precipitadamente. Demonstre que a sua intenção é ajudar. Afirme que o tratamento, conduzido por profissionais, é a melhor alternativa.

 

4. Por que o tratamento é necessário?

 

Uma pessoa que usa drogas e faz uso excessivo de álcool tem dificuldades de enxergar com clareza os prejuízos aos quais está exposto. Ainda que admita que tem problemas, costuma dizer que pode parar de usar sozinho quando quiser.Entretanto, a falta da substância no organismo causa ansiedade, irritação, depressão, entre outros sintomas da abstinência que dificultam para o dependente ter sucesso sem ajuda profissional. Por este motivo, há necessidade de assistência médica e técnicas para conduzir a recuperação de forma tranquila e segura.

 

5. Apenas internar resolve a situação?

 

Não. Há muitos casos em que a internação não chega a ser necessária. Existem níveis diferentes de dependência e tratamento adequado para cada situação.

A internação é uma das intervenções para a recuperação, mas é uma etapa do processo total.É importante a avaliação de um profissional de saúde para diagnosticar o caso e encaminhar para o plano de tratamento ideal.

 

6. E se a pessoa não aceita tratamento?

 

A família do dependente tem o direito – garantido por lei federal – de recorrer à internação involuntária, para os casos graves, em que o dependente põe em risco a sua vida e de seus familiares.Esta intervenção deve ser realizada por profissionais qualificados da área da saúde.

 

NÍVEIS DE DEPENDÊNCIA

 

O diagnóstico da dependência química considera diferentes níveis de intensidade. E para cada situação é recomendado um plano de tratamento específico.

 

LEVE – Tratamento Ambulatorial

Características comuns:
 
O uso habitual começa a afetar a vida do usuário, sem, contudo, afastá-lo de atividades cotidianas ou do convívio social e familiar. Atrasos em compromissos, horários desregulados, propensão ao isolamento social são situações associadas a este perfil.

 

Comportamento em relação ao problema:

 

Apresenta sinais de motivação para mudar, aceita o tratamento.

 

Tratamento indicado:

Não há necessiade de internação. O tratamento é realizado em clínica ambulatoria com horários flexíveis. Projeto terapêutico individual que inclui processo de desintoxicação, sessões de psicoterapia, avaliação psiquiátrica e desenvolvimento de habilidades comportamentais com foco na carreira profissional.

MODERADA – Regime de internação

 

Características comuns:

 

Acentuada falta de comprometimento com horários, atividades cotidianas de trabalho. Abusos e exageros no consumo de álcool ou outras drogas. O dependente sofre com alterações de humor repentinas, motivada pelo uso ou pela abstinência da substância.

 

Comportamento em relação ao problema:

 

Pode apresentar pré-disposição ao tratamento por incentivo de familiares, amigos ou empregador.

 

Tratamento indicado:

 

Internação continuada em clínica médica, pois há necessidade do afastamento do núcleo de influência e maior período para desintoxicação. Após a internação o paciente deve receber acompanhamento psicoterapêutico para prevenir recaídas e ter suporte para organizar sua nova rotina.

GRAVE – Regime de internação

 

Características comuns:

 

Apresenta sinais (físicos e comportamentais) de que está vivendo em função da doença, com negligência total de compromissos sociais, familiares, profissionais ou educacionais. Não consegue ficar sem a substância (álcool ou drogas).Há perda momentânea da capacidade de decisão e discernimento.

 

Comportamento em relação ao problema:

 

Rejeita qualquer possibilidade de ajuda profissional.

 

Tratamento indicado:

 

Internação continuada com intervenção involuntária. O paciente é levado até à clínica por equipe de resgate. Em seguida passa por período de desintoxicação, avaliação de médicos e

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